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Dicas de treinamento

Como a academia pode ajudar na corrida?


Por Prof. Diego Leite de Barros | 31/08/2010 - Atualizada às 11:48

A musculação pode ajudar o corredor em vários aspectos
A musculação pode ajudar o corredor em vários aspectos
Foto: Glen Able/ Stock.Xchng
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Atualmente a presença de corredores em salas de musculação com o objetivo de melhorar o rendimento em provas de rua é cada vez maior. Os benefícios que o treinamento de força traz no desempenho esportivo são inquestionáveis, porém acho imprescindível que este ganho de massa muscular proporcione ao corredor ganho de funcionalidade.

Destaco dois pontos principais que devem guiar o objetivo de um treinamento de musculação, que visa ganho de performance na corrida:

Proteção articular – Uma das principais funções dos músculos é a absorção de impacto. A musculatura bem fortalecida terá condições de proteger as articulações que a fase aérea da corrida impõe sobre nosso corpo. Este impacto, que chega a ser mais de duas vezes o peso do próprio corpo, é absorvido pela flexão do joelho entre 50 e 60 graus e pela resistência do quadríceps, ou músculo anterior da coxa.

Especificidade – A forma como os exercícios são propostos em uma sala de musculação deve sempre ser guiada pela demanda fisiológica que a corrida exerce sobre nosso corpo. Os movimentos utilizados no ganho de força devem se aproximar, dentro de uma lógica, dos movimentos realizados durante a corrida.

A mecânica da passada do corredor é um movimento complexo e que deve ser considerado na elaboração de seu treinamento físico. Possuímos sete capacidades físicas, três delas: força, resistência e flexibilidade são bem valorizadas em academias, porém vejo com pouca frequência o trabalho que visa equilíbrio, agilidade, velocidade e coordenação motora.

Sem equilíbrio nosso corredor não terá, entre outras coisas, estabilidade na fase de aterrissagem. Sem agilidade perdemos tempo e energia ao ultrapassar obstáculos, mesmo que pequenos, sem considerar a maior possibilidade de lesão ao encontrar um desnível, guia, buraco ou até mesmo o colega mais lento que surge de repente. Sem velocidade, obviamente, perdemos condição de imprimir um ritmo mais intenso e melhorar nosso rendimento e, por fim, sem coordenação motora gastamos energia de forma desnecessária, o que ao final da prova é a diferença do tempo que você pretendia fazer e o tempo que você fez.

Penso que está na maneira como entendemos as necessidades do nosso corpo como a grande chave para se aproximar ao máximo do treinamento ideal. A corrida, assim como todas as outras atividades físicas, tem sua característica própria, desta forma o treinamento físico que tem como objetivo melhorar seu rendimento deve acompanhar esta lógica e considerar de forma prática suas variáveis.

Prof. Diego Leite de Barros


Consultor Webrun de Fisiologia do Exercício. Formado em Educação Física pela Universidade FMU, Especialista em Fisiologia do Exercício pela UNIFESP-Escola Paulista de Medicina. Diretor técnico da DLB Assessoria Esportiva (11)- 4119-2128, fisiologista da equipe de SPORT CHECK-UP HCor - Hospital do Coração (11) 3053-6611, e integrante da equipe Taktos de Medicina Esportiva (11) 5081-3643 , sendo o responsável pelo setor de Treinamento Físico e Desportivo.

www.diegoleitedebarros.com.br

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