Avaliações médicas são imprescindíveis antes da prática esportiva
Foto: Alexandre Koda/ www.webrun.com.br
Muito se fala sobre a prática segura, sem riscos e correta de atividades físicas, sejam corridas de rua, academia ou esportes de alta intensidade. Como deveriam ser feitas para trazer benefícios para a saúde?
De início o acompanhamento médico é essencial para que isso seja alcançado no esportista, pois cada indivíduo possui diferentes metabolismos e isso é o que vale determinar. No início do ano, as pessoas se comprometem a realizar atividades físicas intensas, porém para perder peso, entrar em forma e ganhar saúde são necessários exercícios regulares aeróbios (correr, andar, nadar ou bicicletar) por período mínimo de três meses, com periodicidade de quatro vezes por semana. Sem deixar de fazer fortalecimento muscular e exercícios de equilíbrio duas vezes semanais. Esta base varia de acordo com o objetivo de cada indivíduo e do exercício que será desempenhado.
O início da atividade física sem um monitoramento prévio pode trazer diversos riscos à saúde. As atividades físicas, dependendo do seu nível de intensidade e de exigência física, seja ela competitiva ou não, desencadeia uma série de fenômenos metabólicos variados e intensos. Se esse indivíduo tiver alguma doença silenciosa ou inicial, esse exercício físico possivelmente elevará os riscos de complicações.
A realização de um check-up cardioesportivo antes de fazer atividades físicas tem crescido nos últimos anos. Essas avaliações reduzem expressivamente os riscos de eventos cardiovasculares. Fato interessante é o crescente número de novos esportistas entre pacientes que passaram por problemas cardiológicos. Essa visão do check-up cardioesportivo deve ser estimulada, pois todos que praticam esportes e exercícios deveriam fazer uma avaliação prévia e um acompanhamento dessas atividades.
Recentemente fizemos avaliações de mais de 120 futebolistas de quatro importantes clubes de futebol de São Paulo e os resultados foram de atletas em ótimas condições cardiofisiológicas, mas o que mais surpreendeu foram os exames de laboratório: encontramos níveis de colesterol ruim (o LDL) bem acima do normal e, impressionante, o colesterol bom (HDL) abaixo do normal. Considerando que eles são atletas regulares há anos isso nunca deveria acontecer. As causas mais prováveis foram os erros alimentares e os níveis altos de estresse mental e físico a que eles são submetidos.
O corredor de rua, o freqüentador de academia e mesmo o esportista de modalidades de alta performance deve lembrar que apenas o exercitar-se não é um seguro de vida. Para ter resultados para a saúde, para uma melhor qualidade de vida, o importante é manter hábitos de vida mais saudáveis possíveis por toda a vida.