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Qual mulher não sonha em ter aquela barriga chapada como as modelos da capa da revista? E para alcançar este resultado, a maioria seria capaz de usar qualquer fórmula “mágica” que aparecer no mercado. Mas será que elas realmente funcionam? E os efeitos colaterais? Segue abaixo algumas das mais famosas fórmulas “mágicas”, seus benefícios e efeitos colaterais.
Rimonabanto: comercialmente conhecido como Acomplia® essa é a famosa pílula antibarriga. É uma medicação produzida pelo laboratório Sanofi-Aventis, e teve o registro aprovado pela ANVISA em abril. É indicado para casos de pacientes com obesidade (índice de massa corporal – IMC - maior que 30) ou sobrepeso (IMC maior que 27 – valor indicado pelo laboratório) e com fatores de risco associados, como diabetes tipo II, triglicerídeos aumentados e HDL abaixo do valor recomendado. Além disso, o paciente deve ter a circunferência abdominal acima de 94cm para homens, e acima de 90cm para mulheres.
E como funciona a pílula mágica? O rimonabanto tem como princípio ativo a inibição das substâncias endocanabinóides, responsáveis entre outras coisas pelo controle do apetite. Quando a produção dessas substâncias está desregulada, a fome aumenta e vira gula. Elas também interferem no colesterol e no acúmulo de gordura. É aí que o Acomplia® entra em ação – diminui o apetite e estimula a queima de gordura especialmente no abdômen.
O laboratório fabricante adverte que esta é uma medicação não indicada para uso estético. Além disso, a medicação só é indicada se for associada a uma dieta e a prática de atividade física. Ou seja, tomar a pílula e continuar sedentário comendo pizza e hambúrguer não resolve.
E nada de pensar que não existem efeitos colaterais: enjôo, tontura, sono e depressão. Além disso, uma contra indicação importante é a depressão. Pesquisas com o medicamento e pacientes com depressão mostraram aumento do índice de suicídio em quem fez uso da medicação.
Por isso, de mágica esta pílula não tem nada, é uma medicação e só deve ser usada com prescrição médica.
Faseolamina: é uma glicoproteína, extraída do feijão branco, que tem capacidade de inibir a ação da enzima amilase, conseqüentemente a conversão de carboidrato em açúcar, obtendo assim como resultado uma redução dos níveis de açúcares do sangue e uma diminuição das reservas de gordura. Além disso, melhora o funcionamento do intestino porque, além do carboidrato não absorvido, aumenta o volume das fezes, já que a faseolamina tem fibras.
O produto possui uma alta tolerância e comumente não provoca efeitos colaterais. Porém, há alguns relatos de diarréia em pessoas que possuem uma dieta muito rica em amido.
Porém, ao interromper o uso, um novo estilo de vida (dieta e atividade física) deve ser introduzido, do contrário, os “pneuzinhos” voltam.