Largada da prova Cruce de Los Andes
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Virgínio ao lado de Iazaldir
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Iazaldir espera superar os argentinos nesta edição
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Após vencer meia da Disney, Virgínio quer vitória na Argentina
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Rosália está acostumada a correr em terrenos acidentados
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Natália participou da prova em 2010 e virou fã do evento
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Percorrer 100 quilômetros em três dias será o desafio de 1.500 atletas na disputa Cruce de Los Andes 2012, que começa nesta sexta-feira (03/02), na cidade chilena de Puerto Fuy. Divididos em duplas, os participantes deverão passar por trilhas íngremes com variados tipos de terreno, margeadas por Lagos Andinos, enfrentado condições adversas para finalmente chegar em solo argentino.
A disputa, no estilo cross-country, há dez anos atrai centenas de atletas brasileiros interessados em testar a resistência física ao limite e apreciar cenários dignos de cartões-postais. De acordo com Iazaldir Feitoza, campeão dos 50 km do Xterra Ilha Bela e melhor brasileiro no K42 Argentina do ano passado, o “Cruce” é uma corrida de montanha diferenciada das demais, exige muito controle emocional e esforço gradativo, por conta da longa duração.
Na última edição, ele e seu parceiro lideravam a disputa no primeiro dia de prova, mas caíram para a 16ª colocação na segunda fase e finalizaram o percurso com o sétimo lugar. “Começamos num ritmo muito forte e meu colega passou mal. Quando isso acontece a gente precisa ser paciente, não pensar muito e seguir em frente”, descreve Iazaldir, encantado com a beleza das montanhas após participar do evento.
Dupla masculina do Brasil - O atleta carioca correrá este ano ao lado de José Virginio, tricampeão nacional de corridas de montanha. “Queria formar uma dupla forte, pois uma equipe brasileira nunca figurou entre as três primeiras no geral”, acrescenta. Em janeiro, Virgínio venceu a Meia Maratona da Disney (EUA), mas deixou de correr os 42 quilômetros que seria no dia seguinte, devido a um desconforto no pé direito e a intenção de se preservar para o Cruce.
“É uma prova em que não posso ter dor nenhuma. Posso até sentir algo antes, mas
tenho que entrar inteiro para aguentar bem a Cordilheira”, diz. Embora a busca por vitória seja um objetivo importante para se estabelecer metas e obter alto rendimento ao longo do desafio, Iazaldir garante que as paisagens e a interação com os demais participantes são igualmente recompensadoras ou até mais importante que o título.
Representantes do feminino - A corredora Rosália Guarischi, campeã de duas etapas do The North Face XTerra Brasil e vencedora do K42 Bombinhas Adventure, considera a temperatura baixa o maior obstáculo, já que está acostumada a treinar no calor do Rio de Janeiro. “O clima é muito diferente e a gente usa mais roupas, então dificulta movimentos mais rápidos”, destaca a atleta, já acostumada com peso extra.
“Todos os dias eu vou e volto para o meu trabalho correndo de mochila com roupa dentro, porque quando chegou ao escritório preciso ter outro vestuário. Completo vinte quilômetros diariamente e essa forma pode ajudar”, complementa a carioca, que unirá forças com Cris Carvalho (educadora física e atleta de endurance de alta performance) para conquistar um lugar ao pódio.